terça-feira, 26 de abril de 2011

Onde temo a razão



(Léo Haua)
Quero o mais escuro da Gruta,
Onde temo a razão.

De raio e espada
Romperei a morada da surpresa.

Vou mastigando a própria carne
Para fortalecer-me.

Enfrentar-me no mais antagônico,
No mais espinhoso e colorido.

Onde feras e anjos se ferem e se amam,
E meus demônios sorriem.

Enquanto meu corpo entrega flores
E compõe combates

Voe Ícaro


(Léo Haua)
Voe Ícaro!

Semeando em asfaltos mortos
Imagens de vida.

Retratos em deformadas molduras,
Não desfiguram sua beleza

Voe Ícaro!

Dance com cabelos esvoaçados,
Lançando margaridas

Dance leve com seus mil pés,
A caminho do Sol

Voe Ícaro!

ENVERGADURA DO INVERNO



(Léo Haua)
Envergadura do inverno
Sobre sua primavera.

Lançou-se o medo!

Cavalgarei com mil sorrisos,
Sobre o crânio de seu medo

Lançarei meu desafio
Na estrela dos seus encantos,

E arrancarei sorrisos,
Do que lhe detêm.

Seremos livres, líricos, lírios.

sábado, 23 de abril de 2011

O TEMPO DOS GIRASSÓIS FLORIREM


(Léo Haua)
Procuro meus versos
Nas imagens em que me perdi.
Encontro o medo flertando meus anseios.

O impulso e os instintos aflitos aguardam....
O olhar busca o abrigo no mais perto

Os sentimentos como um sopro leve,
Repetem que sou livre,

Que um jardim em cada porta,
E um beijo em cada boca brotarão

Na primavera da humanidade,
No tempo dos girassóis florirem.